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MONTE SIÃO, M.G., Brazil
SOU EDUCADOR FÍSICO REGISTRADO NO CREF-SP. TRABALHO COM ACADEMIAS, AVALIAÇÃO FÍSICA, TREINAMENTO PERSONALIZADO, TREINAMENTO FUNCIONAL E TREINAMENTO PARA LUTADORES, SOU IDEALIZADOR DO PROJETO CULTURAL "GAKKOU NO BUDO" AULAS DE JUDO/KARATE, PARA CRIANÇAS DO ENSINO INFANTIL 3 A 7 ANOS.

GESTANTES: ATENÇÃO PARA O CUIDADO COM A MUSCULATURA PÉLVICA


Cláudia Soares Laranjeiras afirma que a principal ação para prevenir as disfunções do assoalho pélvico é iniciar um acompanhamento com fisioterapeuta ainda no pré-natal, evitar o ganho de peso excessivo e, no trabalho de parto, escolher as posições mais adequadas: parto verticalizado e nada de mulher deitada na posição ginecológica para parto normal.
Apesar de os estudos mostrarem que uma em cada três mulheres na primeira gravidez (supostamente com assoalho pélvico íntegro) vai apresentar algum tipo de disfunção no primeiro ano do pós-parto, a ginecologista Cláudia Soares Laranjeira diz que a grande maioria das disfunções são reversíveis quando diagnosticadas e tratadas. E, quanto mais cedo, melhor.
A funcionária pública aposentada Nadir dos Santos Dorela, 61 anos, recebeu o diagnóstico de incontinência urinária por esforço há dois anos, mas o desconhecimento geral sobre o tratamento para o problema é bem exemplificado por ela. “Aos 48 anos eu já observava que quando eu dava uma gargalhada, tossia ou carregava peso vazava urina. É um problema que me incomodou por muito tempo. Era tão desagradável que eu evitava ir a determinados lugares. Quando não era possível, usava absorventes para tentar minimizar o desconforto”, relata.
Durante a gestação e o parto os músculos ficam sobrecarregados e podem causar um desequilíbrio da musculatura do assoalho pélvico por lesões mecânicas ou neurológicas.
Acompanhamento especializado traz benefícios e evita complicações; estudos mostram que 33% das mulheres serão afetadas pela incontinência urinária na gravidez e/ou após o parto.
O Brasil passa por um momento de mudança no modelo de assistência obstétrica no pré-natal, parto e pós-parto. O alto índice de cesariana – a média é de 56% frente a uma recomendação da Organização Mundial de Saúde de 15% – coloca o país como campeão mundial na forma de nascer via cirurgia, o que é, inclusive, considerado uma epidemia pela OMS. Já o excesso de intervenções no parto normal, sem respeitar a fisiologia natural do corpo, também é cada vez mais confrontado pelas evidências científicas. Gestantes e bebês têm direito a uma experiência melhor em um momento tão importante: dar à luz e nascer.
Muitas coisas precisam mudar e um caminho efetivo é a informação. Nesta semana, Belo Horizonte sedia o 8º Congresso Mineiro de Ginecologia e Obstetrícia e o tema escolhido para as palestras gratuitas, abertas ao público, relacionam o impacto da gestação e do parto no assoalho pélvico e suas principais consequências para a saúde da mulher, como incontinência urinária, incontinência fecal e dor na relação sexual. Já está consolidado na literatura médica que 33% das mulheres serão afetadas pela incontinência urinária na gravidez e/ou após o parto.
No país, não existe garantia de que a gestante será informada da necessidade de não apenas fazer uma avaliação da musculatura do assoalho pélvico, mas também de exercitar esses músculos que, se corretamente trabalhados, têm função fundamental para facilitar o parto normal. A alta incidência de cesarianas – que chega a 85% na rede privada – é um dos motivos dessa lacuna, já que existe uma relação equivocada entre parto normal e prejuízos na vida sexual e a gravidez em si não é associada aos impactos no assoalho pélvico, portanto, médico e paciente não conversam sobre o assunto. Preventivamente falando, bom seria se o cartão de pré-natal contivesse esse grupo muscular entre os itens a serem acompanhados pelos profissionais de saúde durante os meses de gravidez.
O assoalho pélvico é o chão da pelve ou o grupo muscular responsável pela sustentação, contenção e suspensão dos órgãos pélvicos como bexiga, útero, ovários e a parte final do intestino. Diretora científica da Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), a ginecologista Cláudia Soares Laranjeira explica que o assoalho pélvico não é só músculo: “É composto também por um tecido bem fino que recobre a musculatura (fascia) e ligamentos gerados pelas fascias que fixam a musculatura ao osso. A esse conjunto de estruturas (músculo, fascia e ligamento) damos o nome de assoalho pélvico”, resume.
Professora da Faculdade de Ciências Médicas, autora e organizadora do livro Fisioterapia aplicada à saúde da mulher, Elza Baracho explica que a funcionalidade dos músculos do assoalho pélvico envolve componentes como controle, resistência, força e tônus. Se, por exemplo, o tônus muscular está aumentado ou diminuído, pode haver dificuldade de esvaziar bexiga por completo ou pode se desencadear uma constipação intestinal.
Durante a gestação e o parto os músculos ficam sobrecarregados e podem causar um desequilíbrio da musculatura do assoalho pélvico por lesões mecânicas ou neurológicas. “A perfeita ligação dessa musculatura garante o funcionamento adequado do organismo, sendo responsável por garantir a continência urinária, fecal e a função sexual”, reforça Cláudia Soares Laranjeira.
Além da sobrecarga mecânica, os efeitos hormonais da gestação também podem influenciar esse grupo muscular e deixá-lo mais flácido. O nível de progesterona – que tem efeito de relaxamento – fica alto nessa fase e a concentração de colágeno também pode ser reduzida: para o útero crescer, ele precisa estar relaxado”, observa a ginecologista.
Para prevenir as disfunções do assoalho pélvico uma das recomendações é o parto verticalizado, ou seja, nada de mulher deitada na posição ginecológica em caso de parto normal.
A médica afirma que o parto é uma “prova de fogo” para o assoalho pélvico. “No parto normal a mulher precisa de uma musculatura forte o suficiente para distender e uma boa capacidade de estiramento que facilite que o bebê saia sem o risco de lesões. Em partos vaginais instrumentalizados – com o uso de fórceps, por exemplo – a sobrecarga dessa musculatura é ainda maior”, detalha.
O acompanhamento e os exercícios para o assoalho pélvico na gestação têm benefícios comprovados cientificamente de prevenção das incontinências (urinária e fecal) e das disfunções sexuais. Para não vincular ainda mais a associação entre parto normal e prejuízos à vida sexual num país que banalizou a cesariana, a especialista salienta que não se pode garantir que a cesariana protege o assoalho pélvico. “Parto não envolve só músculos”, declara. O Ministério da Saúde alerta, por exemplo, que a cesariana sem indicação aumenta em três vezes o risco de mortalidade materna e em até 120 vezes a probabilidade de o bebê nascer prematuro e ter a síndrome de angústia respiratória.
Para a fisioterapeuta Elza Baracho, toda mulher que tem o desejo de engravidar deveria passar por uma avaliação fisioterápica. Segundo ela, na 21a semana de gravidez o músculo da região perineal muda de forma e essa alteração vai repercutir durante a gravidez e no pós-parto. “Parto normal ou cesariana, a mulher terá alteração na musculatura do assoalho pélvico”, sintetiza.

A diferença, segundo ela, é que – no caso de parto normal – trabalhar essa musculatura ajuda no trabalho de parto, no período expulsivo, a mulher fica mais ativa no processo de dar à luz e também previne lesão. “Parto normal não é sinônimo de problema no assoalho pélvico. Muitas mulheres ainda acreditam no mito da bexiga caída se o parto for vaginal, mas isso pode acontecer com aquelas que passaram por uma cesariana”, pondera.

Bom exemplo
Segundo ela, o Brasil passa por grandes mudanças na obstetrícia. “Somos o país dos cesaristas. Por muito tempo, investiu-se pouco na essência da obstetrícia que é a mulher engravidar e ter seu parto de forma espontânea ou que, pelo menos, entre em trabalho de parto. As nossas taxas de cesariana são inaceitáveis. Nesse contexto, muito se jogou para debaixo do tapete e o tema assoalho pélvico na gravidez é um deles. Mas as próprias mulheres têm acordado para esse problema que é real e sempre existiu. Sociedade e comunidade médica também estão imbuídas pelo espírito de mudar o modelo de assistência obstétrica e, nessa transição, não podemos deixar de falar nesse tema. Temos que ser capazes de oferecer um parto normal seguro e adequado, incluindo a prevenção de disfunções do assoalho pélvico. Ter um parto vaginal é o final de toda gravidez saudável, toda mulher tem essa capacidade”, declara.

A psicóloga Thaís Dufles Vieira, 35 anos, é mãe de Davi, 2, e está grávida de cinco meses de Eduarda. Ela representa uma exceção no atual modelo brasileiro de assistência obstétrica. Apesar de a informação sobre a importância do acompanhamento da musculatura do assoalho pélvico não fazer parte do protocolo médico no atendimento do pré-natal, ela – que sempre sonhou com o parto normal -, estudou por conta própria durante a primeira gestação, procurou uma fisioterapeuta para fazer uma avaliação desse grupo muscular e fez os exercícios indicados pela especialista. Ela pariu o primogênito e garantiu não apenas a integridade do períneo. “O fortalecimento da região ajudou durante a gravidez, na hora do parto e depois. Em nenhum momento, tive escape de urina e meu parto foi supertranquilo”, conta.

A primeira gestação tem ajudado não apenas na segurança para o parto de Eduarda, mas também serve como experiência acumulada. “Na primeira vez, entre as minhas preocupações, estavam a queda da bexiga e a relação sexual no pós-parto. Trabalhei minha musculatura e evitei esses problemas”, afirma. Thaís Dufles Vieira, que se mantém praticante da atividade física mesmo grávida – varia entre o aeróbico e a musculação –, conta que retomou os exercícios para a proteção do assoalho pélvico. “São muito fáceis, não tem mistério, continuo trabalhando em casa sozinha e reavaliando com fisioterapeuta”, diz.
Disfunções.

As disfunções do assoalho pélvico são multifatoriais: idade, ganho excessivo de peso, múltiplos partos, idade e menopausa. “Parto não é causa única de lesões no assoalho pélvico”, diz a médica.

A fisioterapeuta Elza Baracho explica que as disfunções miccionais do assoalho pélvico podem se manifestar por perda urinária, retenção urinária, diminuição do fluxo urinário e resíduo miccional – que nesse caso pode resultar em infecção de urina de repetição.

A engenheira civil P. C.*, 53 anos, é um exemplo. Só no ano passado ela teve três infecções urinárias e, em 2015, teve novo episódio em fevereiro. Ela tem dois filhos que nasceram de cesariana. Depois que uma uroginecologista pediu ultrassom de bexiga e investigou também os rins sem detectar problema além de um pouco de retenção de urina, P. C. foi encaminhada à fisioterapia para avaliação da musculatura do assoalho pélvico e recebeu o diagnóstico de hipertonia. Desde então, está sendo acompanhada e fazendo exercícios específicos para a região que também vão auxiliar no melhor esvaziamento da bexiga. “Estou em tratamento há dois meses, não sei medir o impacto dos exercícios para a infecção de urina por repetição, mas parece que está melhorando. Eu sentia dor na relação sexual e agora não me incomoda mais. Pensava que eu tinha uma ferida. Na verdade, era o meu músculo que estava contraído”, relata.

Elza Baracho cita também as disfunções do assoalho pélvico no compartimento posterior, denominadas disfunções coloproctológicas que podem tanto ser causa de constipação intestinal ou incontinência fecal. Se o problema for no compartimento médio, a especialista esclarece que há relação direta com a vagina e o útero. Portanto, exercitar esse grupo muscular evita tanto a distropia (queda dor órgãos) quanto melhora a sensibilidade da vagina e favorece o prazer sexual.

A sexualidade, entretanto, é uma condição de saúde que precisa ser analisada também de forma multifatorial. A musculatura pode ajudar, mas não é o fator desencadeante do prazer sexual. A fisioterapeuta explica que satisfação sexual é composta de quatro fases – desejo, excitação, orgasmo e resolução. “A fraqueza muscular prejudica a fase da excitação”, diz ela.
Elza Baracho esclarece ainda que dor na relação sexual pode ser sinal de músculo hipertônico (que não é sinônimo de músculo forte) que impede o relaxamento da fibra. “Nesse caso temos que primeiro tratar esse músculo para depois trabalhar o ganho de força”, exemplifica.

O diagnóstico das disfunções do assoalho pélvico é feito pelo médico. O fisioterapeuta avalia a musculatura do assoalho pélvico para descobrir se há uma deficiência neuro-musculo-esquelética. Essa avaliação funcional é constituída de inspeção (olhar), apalpação das estruturas musculares e testes com o uso de equipamentos (ou medidores) que dão ao profissional um parâmetro que ajuda a certificar o grau de força muscular e medir a atividade elétrica da fibra.

Através da apalpação, a mulher consegue ter uma consciência mais assertiva de uma possível contração de determinado músculo. Elza Baracho reforça a necessidade de autoconhecimento da anatomia feminina, que pode se dar tanto pela observação de figuras ou pelo toque.

Na grande maioria dos casos, o tratamento consiste em exercícios de fisioterapia, mas dependendo do tipo de lesão, pode necessitar de cirurgia. “Os exercícios são simples e consistem basicamente na contração e relaxamento dessa musculatura e podem ser feitos em casa”, reforça Cláudia Soares Laranjeira.

Outras histórias
Ela aprendeu os exercícios, periodicamente faz acompanhamento com fisioterapeuta e vive uma outra fase da vida. Nadir conta, por exemplo, que recentemente ficou cinco dias fora de casa para participar de um congresso. “Antes era algo impensável, eu ficava insegura de ficar longe de um banheiro, quanto mais passar uma manhã inteira assistindo a uma palestra”, diz.

Como estava com a musculatura já muito fraca, Nadir fala que os resultados começaram a ser sentidos no seu dia a dia entre seis e oito meses depois que iniciou o tratamento. “Cada organismo é único, mas no meu caso foi muito bom conseguir, inclusive, evitar a cirurgia que era um procedimento pelo qual não queria passar”, pontua.

* A pedido da entrevista, o nome não foi revelado.

FONTE:
http://www.educacaofisica.com.br/saude-bem-estar/gestantes-atencao-para-o-cuidado-com-a-musculatura-pelvica/

O QUE AS GRAVIDAS DEVEM SABER SOBRE EXERCÍCIO FÍSICO

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Gravidez e atividade física são dois conceitos que, para um grande leque de pessoas, não coincidem. Embora o exercício seja importante em qualquer fase e idade da vida, no caso das grávidas esta questão está ainda sob um manto de ceticismo.

“Temos de parar de pensar em mulheres grávidas como se fossem doentes ou incapazes e entrar na era moderna, em que sabemos conclusivamente que o exercício é seguro para uma mulher grávida”. É desta forma que a médica obstetra especializada em exercício físico na gravidez Jennifer Ashton defende a prática de exercício físico durante a gestação.

À Cosmopolitan, esta médica enumerou os 12 aspetos que as grávidas – e todas as pessoas que lhes são próximas – devem saber sobre a gravidez e o exercício físico.

1. Fazer exercício durante a gravidez não é perigoso. Pelo contrário, o exercício físico não só reduz as dores na zona lombar, como também diminui o inchaço e dá mais energia às grávidas, deixando-as mais ‘leves’, bem-dispostas e fortes.
2. Mesmo com um ‘barrigão’, pode continuar a fazer cardio. Corrida e grávidas são dois aspetos que, quando juntos, causam confusão a muita gente, mas a verdade é que todos os exercícios cardiovasculares praticados antes da gravidez podem, e devem, ser feitos no período de gestação, mas, claro, com intensidades diferentes.

3. O ritmo cardíaco pode atingir os 140 batimentos por minuto. Aqui, os batimentos dependem de pessoa para pessoa e da intensidade da prática desportiva antes da gravidez. Para a especialista, os 140 batimentos por minuto são seguros, mas a grávida deve aconselhar-se com o seu médico antes de entrar em aventuras.

4. Não faça yoga ou corra nas horas de maior calor. Embora o exercício físico seja permitido, é preciso avaliar todas as condições em que será praticado. No caso das grávidas, devem evitar o calor excessivo, sob risco de desidratação.

5. Se o exercício não era frequente antes da gravidez, pode começar a sê-lo. Lá por a preguiça existir antes da gravidez não quer dizer que possa ser uma desculpa para a grávida não exercitar. Nunca é tarde para começar.

6. O seu bebé não ‘salta’ de um lado para o outro quando está a exercitar-se. A prática de exercício físico é completamente segura para a mãe e para o bebé. Por isso, esta desculpa não serve para não se mexer.

7. Se praticou exercício físico durante a gravidez e não engordou, descanse que o seu filho vai nascer saudável na mesma. Lembra-se do caso da Carolina Patrocínio, criticada por manter-se ativa durante a gravidez e por ter desenvolvido uma barriga pequena? Pois bem, não só conseguiu ficar em forma ‘segundos’ depois de ter dado à luz como trouxe ao mundo uma bebé saudável.

8. Mesmo grávida, pode continuar a levantar pesos. Se a corrida é permitida, o ‘lifting’ também o é. Para a médica Jennifer Ashton, o levantamento de barras de ferro é completamente permitido mas a grávida deve ter em conta o peso que coloca sobre as costas, sob a pena de se desequilibrar. Veja o exemplo de Katja Harjanne (na imagem).

9. Faça abdominais. Mais uma vez, lembra-se da Carolina Patrocínio? Mesmo com um barrigão pode e deve exercitar os seus abdominais. Todos os exercícios musculares são importantes no pré, durante e pós gravidez.

10. Fazer exercício físico durante a gravidez é uma ‘lufada de ar fresco’ para a sua mente. Corpo são, mente sã. O exercício não melhora apenas a qualidade física e sanitária da mulher, em especial da grávida, como estimula a auto-estima e o bem-estar.

11. Tenha atenção à escolha de modalidades. Esqui, alpinismo ou desportos coletivos são algumas das ‘proibições’ durante a gravidez.

12. Os exercícios físicos que faz durante a primeira gravidez não ‘encobrem’ e disfarçam as asneiras feitas na segunda gestação. Não é por ter praticado exercício durante os nove meses da primeira gestação que numa segunda pode cometer todos os excessos sem o seu corpo espelhar tal descuido.

FONTE:
http://www.educacaofisica.com.br/saude-bem-estar/o-que-as-gravidas-devem-saber-sobre-exercicio-fisico/

IMPACTO ESPERANÇA E EXPO-SAÚDE 2015

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Neste ultimo final de semana (30 e 31 de Maio de 2015) foi realizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dias o Impacto Esperança e a Expo-Saúde na Cidade Mineira de Monte Sião (Sul de Minas).

Mas o que é Impacto Esperança? 

O Impacto Esperança é o projeto que incentiva a leitura e provê a distribuição anual em massa de livros por parte dos adventistas no território sul-americano. Neste ano a data será 30-31 de maio, e os mais de dois milhões fiéis adventistas na América do Sul sairão ao mesmo tempo às ruas do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia, Peru e Equador para entregar gratuitamente às pessoas milhares de exemplares do livro,  Viva com Esperança.

E a Expo-Saúde?
A Expo-Saúde conta com os Serviços Gratuitos aberto ao público ensinado os 8 remédios de DEUS que são:

1-Nutrição: A alimentação original dos seres humanos consistia em frutas, verduras,
legumes e oleaginosas (nozes, avelãs, amêndoas, etc.). Só mais tarde foi permitido comer carne. A investigação científica tem provado que a alimentação original ainda é a mais saudável. Quando comemos alimentos naturais, não refinados e sem conservantes, podemos evitar muitas doenças e até inverter a sua evolução.

2-Exercícios físicosO nosso corpo é uma máquina maravilhosa! Quando fazemos exercício, aumentamos a força física e a resistência às doenças. O exercício pode melhorar a nossa perspectiva da vida! O exercício pode ajudar: A controlar o peso; A aumentar a capacidade dos pulmões e a renovar o fornecimento de oxigénio; A fortalecer o coração;A reduzir o colesterol;A aliviar o stress e a tensão nervosa;A melhorar naturalmente o sono etc.

3-Aguá: A água é o principal componente do nosso sangue. Cerca de 70% do nosso peso total é água. O nosso corpo usa a água para arrefecer e para se limpar, e também para manter o equilíbrio químico adequado do organismo. Perdemos água quando transpiramos, na respiração e nos dejectos do corpo. A perda de 20% de água do nosso corpo pode ser fatal. Os atletas que bebem água apenas para acalmar a sede, não têm a mesma resistência que aqueles que ingerem a mesma quantidade de água que perdem. Os atletas que bebem mais água não se cansam tanto e a temperatura do seu corpo mantém-se muito perto do normal.

4-Luz solar:Sem dúvida reconhece a importância que tem o Sol para manter a vida nesta Terra. Sabe que dá calor, luz e alimento. O que pode a luz solar fazer pela sua saúde pessoal? A luz do Sol mata as bactérias; A imunidade aumenta; Os ossos são fortalecidos; melhora do colesterol

5-Temperança:Uma definição simples da palavra temperança é “moderação”. As coisas
boas são usadas de forma inteligente e as coisas prejudiciais não se usam. O objectivo de uma vida de temperança é promover o bem-estar físico, mental e emocional. A temperança não tem que ver apenas com bebidas alcoólicas, tabaco e drogas. Ela abrange todos os aspectos do nosso estilo de vida, seja os excessos no comer, no trabalhar, nas diversões ou demasiado/demasiado pouco de qualquer coisa. Essa forma desequilibrada de viver priva os
homens e as mulheres da possibilidade de viverem uma vida satisfatória, saudável e abundante. 

6-Ar puro:O ar que respiramos tem oxigênio. Em cada inspiração, este gás passa para os glóbulos vermelhos, que o levam a todas as células do corpo. Todas as células precisam de oxigênio para funcionar. Nesse mesmo processo, os glóbulos vermelhos transportam o dióxido de carbono para os pulmões. Quando expiramos, esse gás e o ar pobre em oxigênio são forçados a sair dos pulmões.

7-Repouso:A vida de hoje é rápida, emocionante e esgota-nos! Será o sono a resposta?
Um sono reparador e sem interrupções de uma noite é uma grande vantagem, mas a maioria das pessoas tem trabalhos sedentários, com datas limite e outras dificuldades que as esgotam emocionalmente. Muitas vezes é difícil adormecer rapidamente e em dormir em paz. O sono é essencial 

8-Confiança em Deus:Os seres humanos estão a viver mais tempo do que no passado, mas muitas pessoas sentem-se cada vez menos felizes. O ritmo de vida moderno faz com que nos sintamos pressionados e debaixo de grande tensão, carregados de sofrimento, desiludidos e até desesperados, de tal modo que muita gente está disposta a arriscar a saúde e até a vida em algo que lhe prometa alívio.

"Amados, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenha SAÚDE assim como bem vai a tua ALMA". 3  João 1:2

FONTE: 
http://www.adventistas.org/pt/

VOCÊ TREINA EM JEJUM? CUIDADO COM ESTA PRÁTICA!!

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Batizada com a sigla AEJ (aeróbico em jejum), a técnica consiste na prática de atividades aeróbicas, de baixa ou moderada intensidade, logo após acordar, com duração de 20 a 30 minutos, com o objetivo de diminuir a gordura corporal.
Já os contrários à prática do AEJ, de acordo com Leite, apontam como fatores negativos os possíveis efeitos colaterais, como a hipoglicemia – diminuição do nível de glicose no sangue – e a perda de massa magra. A hipoglicemia pode se instalar pelo fato de que as reservas de glicogênio corporal especialmente o glicogênio hepático (responsável por manter a glicemia dentro da faixa de normalidade) possa ter sido parcialmente absorvido após a noite de ono. 

Nesse caso, quando o glicogênio hepático é exaurido, a manutenção da glicemia decorre de outro processo, denominado gliconeogênese, a formação de um novo açúcar. O principal substrato para a gliconeogênese são os aminoácidos oriundos da degradação muscular.
A conclusão do estudo apresentado por Leite é que em jejum a queima de gordura é mais rápida. O fato de uma pessoa estar sem ou com pouco glicogênio residual pela manhã, consegue-se em pouco tempo de exercício a perda de peso exclusivamente em gordura, com apenas 20 ou 40 minutos no máximo. Como o organismo continua utilizando a gordura como fonte de energia pelo menos meia hora após o término da atividade física, para aproveitar ainda melhor a queima, o mais indicado é esperar esse tempo para fazer a primeira refeição, que deverá conter carboidrato, proteína e gordura boa.
Batizada de AEJ, técnica que prega a prática de atividade física com o estômago vazio é polêmica. Apesar da queima de gordura, especialistas alertam para riscos à saúde.
Existe uma fórmula ideal para perder peso e ganhar massa muscular? A resposta parece bem simples: alimentação balanceada mais atividade física. A recomendação da prática de exercícios de no mínimo meia hora e pelo menos três vezes por semana, comer de três em três horas e beber muita água é unânime entre especialistas em nutrição e educação física. 

As divergências são em relação ao volume e intensidade dos treinos, e o que se pode ou não comer, inclusive, antes e após a ginástica para um melhor resultado, levando em conta a singularidade e objetivo de cada pessoa. Método de emagrecimento bastante polêmico e que levanta muita discussões é a malhação com o estômago vazio. Batizada com a sigla AEJ (aeróbico em jejum), a técnica consiste na prática de atividades aeróbicas, de baixa ou moderada intensidade, logo após acordar, com duração de 20 a 30 minutos, com o objetivo de diminuir a gordura corporal.

Já bem popular entre fisiculturistas, a AEJ vem ganhado cada vez mais adeptos nas academias entre pessoas que aderiram a musculação em busca do corpo prefeito. Doutor em química biológica e professor do Departamento de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tiago Costa Leite é um estudioso do método. No Dia Nacional de Luta contra a Obesidade, em 23 de maio, ele participou de congresso em Belo Horizonte, no Uni-BH, para debater temas como exercícios em jejum e modulação nutricional. No evento, Leite apresentou estudos confirmando a eficácia de que atividades físicas praticadas de barriga vazia, além de emagrecer, proporcionam melhor rendimento ao longo do dia.

Embora afirme que o AEJ funciona, ele faz um alerta: a prática sem acompanhamento de profissionais pode causar danos à saúde e o método não é indicado a todas as pessoas. “O método é muito utilizado por atletas de alta performance, que geralmente têm um percentual de gordura muito baixo e um preparo físico muito acima da média da população”, afirma Leite.

Graduado também em educação física e nutrição, o especialista explica que muitos dos defensores da técnica maximizam o processo de emagrecimento. A base teórica do AEJ, segundo ele, é a seguinte: durante o sono, o corpo continua trabalhando, sem se alimentar acaba utilizando as reservas de glicogênio. Com seis ou oito horas dormindo, a reserva de glicogênio do organismo baixa, então ele passa utilizar a gordura como fonte de energia. 

Ou seja, ao acordar em jejum, o corpo queimará basicamente gordura, em detrimento de carboidratos. “Manter o organismo em privação de alimentos induz a maior queima de gorduras durante o esforço físico. Ao realizar o desjejum rico em carboidratos, o gasto de gordura diminui e, consequentemente, o carboidrato contido na refeição pré-treino passa a ser queimado”, explica.

GLICOGÊNIO
“No meu ponto de vista não existem esses dois extremos que tentam colocar quando se aborda o tema. Posso afirmar que realmente há maior queima de gordura quando se pratica o AEJ, e que o resultado é melhor durante a atividade aeróbica”, informa o especialista. 

Segundo ele, em jejum, sem a glicose proveniente dos alimentos, o corpo usa um mecanismo de proteção que faz com que a pessoa diminua o consumo da glicose e aumente a utilização de gordura. Quem treina alimentado, tem a perda de gordura diminuída durante a atividade física, já que o corpo tem a glicose para gastar. Nesse caso, o organismo demora cerca de 30 minutos para começar a utilizar a gordura como fonte de energia.

RESSALVAS
Octávio Carneiro Siqueira da Costa é formado em educação físico, compete como fisioculturista e é adepto do AEJ há 10 anos. Ele confirma a eficácia do método, mas faz ressalvas para quem está pensando em aderi-lo como caminho para queimar gordura. Para Costa, somente pessoas acostumadas a praticar atividades física devem tentar o treino em jejum. Ainda assim, é imprescindível fazer exames fisiológicos e físicos e ter o acompanhamento de um médico, de um profissional da área de nutrição e só treinar ao lado do educador físico.

 “Não adianta colocar um sedentário, acima do peso, numa esteira, de jejum. Com certeza, ele vai se sentir mal”, explica Costa. Para Costa, o AEJ é só uma ferramenta de curto prazo, e não se deve estimular a prática de forma contínua.

FONTE:
http://www.educacaofisica.com.br/ciencia-ef/treino-em-jejum-esta-na-moda-mas-pratica-e-arriscada-para-a-saude/

VOCÊ SABE O QUE É "HIPERIDROSE PLANTAR"?

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Quem sofre com a hiperidrose sabe que, mesmo em momentos que o corpo está em repouso, as glândulas são continuamente estimuladas. A doença, que atinge 2,5% da população mundial, pode levar a uma sensação de desconforto significativo, tanto físico como emocional.
O corpo humano é complexo e perfeito para realizar todas as suas funções. Porém, quando algo não funciona muito bem, alguns incômodos podem aparecer. O suor, por exemplo, é fundamental para o controle da temperatura interna do organismo, no entanto, ao se manifestar de forma excessiva, a sudorese configura a hiperidrose, uma doença que causa constrangimentos e influencia em diversas situações cotidianas.

Existem algumas regiões de mais incidência na hiperidrose. A planta dos pés é um local comum e o suor ali pode gerar grandes transtornos, sendo o maior deles o popular chulé. Embora a hiperidrose plantar não seja tão visível quanto a palmar ou nas axilas, devemos dar atenção especial a eles.

Manter os pés fechados no outono e inverno pode ser um perigo. Usar meias e sapatos fechados por muito tempo pode converter num terreno fértil para a proliferação de bactérias e fungos, o que resulta em odor e até mesmo em pé de atleta, a conhecida e indesejada frieira. A umidade contínua acaba por causar bolhas, irritação da pele e infecção localizada.

No verão também não se pode descuidar. O tempo quente costuma agravar a situação e fazer com que as glândulas sudoríparas, responsáveis pela transpiração, tenham que trabalhar de modo mais ativo para resfriar a temperatura corporal, que deve ficar entre 36,5 ºC.

Independentemente da época do ano, é preciso manter os pés sempre bem limpos e secos. Os sapatos devem ser respiráveis, evitando as solas de borracha e o uso de tênis quando você não estiver praticando exercício físico. Para as meias é melhor escolher as de algodão em vez de fibras sintéticas.

Quem sofre com a hiperidrose sabe que, mesmo em momentos que o corpo está em repouso, as glândulas são continuamente estimuladas. A doença, que atinge 2,5% da população mundial, pode levar a uma sensação de desconforto significativo, tanto físico como emocional. O portador da hiperidrose tem sua autoestima fortemente comprometida, pois o suor em excesso é associado a situações de nervosismo, ansiedade e insegurança.

A Sociedade Internacional de Hiperidrose aconselha três tratamentos para hiperidrose plantar: antiperspirante, iontoforensis e botox. Nossa recomendação é tentar os métodos menos invasivos antes de partir para cirurgia. Em primeiro lugar, deve-se usar o antiperspirante com cloreto de alumínio Perspirex, que é aprovado pela Anvisa, e seguir as instruções de uso do cosmético para obter o melhor resultado.

Se isso não for suficiente, o próximo passo é consultar um especialista que possa aconselhar e indicar outros tratamentos para a doença. O mais importante é entender que o problema tem solução. Só é preciso buscar ajuda!

Paulo Guerra é diretor da Osler do Brasil, responsável pela distribuição de Perspirex.

FONTE:
http://www.educacaofisica.com.br/saude-bem-estar/hiperidrose-plantar-o-incomodo-de-suar-nos-pes/